Escrevendoofuturo’s Blog
Just another WordPress.com weblogArquivo para Novembro, 2008
Dia de ganhar livros
No terceiro e último dia da etapa regional da Olimpíada de Língua Portuguesa, uma das atividades foi especialmente divertida para os semifinalistas: eles ganharam R$ 150 em livros. Uma atividade em sala precedeu a “compra”. Foram debatidos com os alunos quais sentimentos suscitados pelos livros, qual a relação que mantinham com as obras, quais os últimos títulos lidos, qual a frequência de leitura e quais os critérios utilizados na escolha de um livro, entre outros aspectos.
“Bancas” com diversas obras foram montadas em diversos pontos do hotel, onde eles puderam ver e escolher os títulos que mais lhe agradassem. Silvânia Cavalcante, do 9º ano do Ensino Fundamental, de Junqueiro (AL), fez uma seleção bastante variada que incluía desde títulos como “As delícias da fofoca – The Gossip Girl”, de Cecily Von Ziegesar, até “O mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder (“Já tinha ouvido falar muito desse livro”), e “Aos meus amigos”, de Maria Adelaide Amaral (“gostei muito da minissérie” [da Rede Globo, baseada na obra]).
Os alunos preparam-se agora para a cerimônia em que serão revelados os finalistas, à noite, no Teatro Abril.
Conhecendo o Centro de São Paulo
A tarde dos semifinalistas participantes da última etapa regional da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro foi preenchida por um passeio cultural. Os destinos variaram de acordo com a categoria: os de Memória foram conhecer o Museu do Ipiranga; os de Opinião, o Museu da Língua Portuguesa; e os de Poesia, o centro de São Paulo.
A reportagem do Cenpec acompanhou essa terceira turma, formada por alunos da 4a. série do Ensino Fundamental.
A diversão começou já no percurso, quando os semifinalistas pegaram o metrô – muitos deles pela primeira vez – na estação Brigadeiro até o centro.
A primeira parada foi no Pátio do Colégio, onde também se localiza o Museu Anchieta. Lá, tiveram a oportunidade de entrar em contato com a história da cidade através de objetos, maquetes e mapas. Fernando Ferro, aluno de Jundiaí (SP), comentou a experiência: “Estamos conhecendo muita coisa. Aprendemos quem foi Padre Anchieta, vimos uma parede de taipa [original da terceira reconstrução do Colégio São Paulo de Piratininga, pertencente aos jesuítas]…”.
Os alunos também viveram momentos de fama, pois uma equipe da TV Cultura estava no local realizando a cobertura do passeio para a emissora. No intervalo para o lanche, a professora Dagma Araújo, de Praia Grande (SP), observava orgulhosa um de seus alunos, Rafael, sendo entrevistado pela repórter. “Ele é ótimo. Todas as atividades que a gente passa em sala de aula, ele faz com vontade. E bem feito”, conta. “Mesmo que não passem para a próxima fase, já foi uma conquista muito grande”, acrescenta.
De lá, os alunos partiram para o Prédio do Banespa (oficialmente Edifício Altino Arantes). De sua torre, puderam avistar, entre outros pontos, o Pico do Jaraguá e a Serra do Mar, em uma visão em 360º da cidade. Uma caminhada pela Praça da Sé encerrou o passeio.
Alunos aprovam jogo QPBrasil
Aluna argumenta durante jogo em oficina
Oficinas diferenciadas para cada categoria abriram o segundo dia de atividades da etapa regional da Olimpíada de Língua Portuguesa.
Os semifinalistas de Opinião, por exemplo, conheceram o jogo de argumentação QPBrasil, desenvolvido pela equipe técnica do Cenpec. O jogo traz cartões com questões polêmicas e os participantes devem defender posições contrárias ou favoráveis ao assunto. É feita uma votação e os melhores “argumentadores” ganham pontos. Venceaquele que acumular a maior pontuação.
Os alunos aprovaram a “brincadeira”. “Estou gostando bastante, porque exige muito do nosso senso crítico; ajuda a ver as coisas de outro ponto de vista”, afirma Lucas Gautério, aluno do 3º ano do Ensino Médio, de São José do Norte (RS). Felipe Navarro, também do 3o. ano, de Boa Vista (RR), concorda com o colega: “Achei o jogo importante, porque melhora nossa argumentação. Ajuda a formular nossas opiniões com mais base, vendo o que o outro pensa e tendo uma visão global do assunto”, explica
“Outro lado positivo é que a gente pode conhecer pessoas de outros lugares”, acredita Severino Ribeiro, também do 3º ano do Ensino Médio, de Tenente Portela (RS). Pertencente à tribo indígena Kaigang, ele abordou a questão indígena em seu artigo, usando como mote o fechamento de uma rodovia por índios com o intuito de chamar a atenção das autoridades.
Em uma outra sala, professores passam por uma formação sobre o mesmo jogo. Estão sendo apresentados o objetivo e as regras da atividade. Eles também foram comunicados que cada docente será presenteado com três jogos. A notícia foi bastante comemorada.

Professores aprendem em oficina as regras do jogo de argumentação QP Brasil
Oficina encerra primeiro dia de atividades

Lucas dos Santos, aluno da 8a. série durante Oficina de Memórias, exibe slogan que resume sentimento de ser semifinalista
Embora já fosse noite, uma última atividade encerrou a programação do primeiro dia da etapa regional da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, em São Paulo (SP).
Depois do “Acolhimento”, os alunos foram encaminhados para oficinas, de acordo com a categoria em que foram selecionados e por séries. Na Sala Brasília I, por exemplo, foram reunidos os estudantes de 7a. e 8a. séries, semifinalistas na categoria Memória.
As formadoras responsáveis pela turma, Bia e Matilde, fizeram perguntas aos alunos, procurando conhecê-los melhor e saber de onde vinham. Tinha gente de todo o canto do País, vinda de Estados como Maranhão e Piauí, que teve que sair de casa no sábado para chegar em tempo a São Paulo.
Em seguida, as formadoras falaram um pouco mais sobre a programação para os próximos dias, que inclui também passeios culturais pela cidade, e deram orientações básicas, como cuidados com a alimentação.
Semifinalistas recebem medalhas
Uma cerimônia de “Acolhimento e Integração” deu início às atividades da 7ª etapa regional da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Claudia Sintone, da Fundação Itaú Social, falou sobre a alegria de ver todos os semifinalistas ali reunidos, enchendo o salão. Ao todo, são 500 professores e 500 alunos de escolas públicas de todo o País.
Sônia Madi, coordenadora pedagógica do Programa, explicou que, ao final das oficinas de formação, serão selecionados os 150 finalistas que irão à premiação em Brasília (DF). Também detalhou a programação para os próximos dias, apresentou os formadores, a equipe de monitores “Pé na Estrada” que deve acompanhar os alunos em todas as atividades e fez questão que toda a equipe do Cenpec subisse ao palco e recebesse os aplausos da platéia. Na ocasião, também foi feita a entrega das medalhas aos semifinalistas pela organização do evento.
Ao som de “A nossa casa”, de Arnaldo Antunes, a atividade foi encerrada.
Abertura das atividades da Olimpíada de Língua Portuguesa – Etapa Regional

A semifinalista Josilene Rodrigues (esq.), na categoria Memórias, no saguão do Hotel Transamérica, com a colega Maria Angélica Oliveira
Alunos e professores semifinalistas da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro lotam os corredores e salões do Hotel Transamérica, em São Paulo (SP). Eles estão reunidos no local para as atividades de formação, que devem se iniciar ainda hoje e seguem até quarta (dia 19), dia da premiação regional. Participam estudantes de São Paulo (nas categorias Poesia, Memória e Opinião) e de todo o Brasil (nas últimas duas categorias).
Em função da forte chuva que caiu sobre a cidade, alguns vôos atrasaram e alguns alunos e professores ainda são acomodados. No saguão do hotel, a aluna do 9º. ano do Ensino Fundamental da Escola Luzinete Lindalva Jatoba, de São Miguel dos Campos (AL), Josilene Rodrigues, aguardava ansiosa para saber em qual quarto ficaria. Sobre São Paulo, comentou: “A cidade é super enorme. Um bairro aqui é maior que São Miguel dos Campos inteira”.
Neste momento, os professores estão sendo reunidos no Salão Comandatuba II do hotel para apresentação das atividades e integração do grupo. Os docentes parecem entusiasmados: “Estou com uma expectativa muito grande, porque a minha aluna é muito boa. Ficamos muito felizes de termos sido escolhidas, porque são escolas de todo o País. E o aprendizado é muito grande, porque o material da Olimpíada é rico demais”, conta a professora Ana Maria Ribeiro, de Ferros (MG). Uma de suas alunas é semifinalista na categoria Opinião.




